domingo, 16 de janeiro de 2022

JUIZ DE FORA, 172 anos: “CENÁRIO DE PAZ E CULTURA”


 

JUIZ DE FORA, 172 anos: “CENÁRIO DE PAZ E CULTURA” 

Alegra-me emitir opinião sobre a querida Juiz de Fora, neste momento importante de retomada do desenvolvimento econômico, paralelo ao resgate dos bens culturais que projetaram nossa cidade como pólo cultural de Minas Gerais.

            Juiz de Fora é centro de referência da música barroca mineira e europeia; com destaque para grupos de teatros, clubes sociais, recreativos, e nos esportes, Nossa Universidade Federal, classificada entre as melhores do Brasil e Faculdades particulares, oferecendo cursos de graduação e pós-graduação abrindo caminho para o conhecimento; escolas públicas e confessionais enfrentando desafios, rompendo barreiras, mas sempre primando pelo ensino de qualidade.

            Tudo isto encanta-me e me faz estar presente nos meios educacionais, culturais, sociais e esportivo de Juiz de Fora.

                                           Obrigada, Juiz de Fora! 

Neuza  de Oliveira Marsicano  Professora e atleta

 

 

terça-feira, 11 de janeiro de 2022

RONDA /ESPANHA


 

Amigos conheci Ronda, cidade medieval no sul da Espanha, onde foram feitas filmagens e fotografias para a Novela " Deus salve o rei " Assistindo a Novela identifiquei...com as fotos do meu amigo fotográfico Roberto Maciel consegui recordar essa magnífica cidade, com valor paisagístico que oferecem vistas lindas. A cidade foi construído sobre as pedras.

sábado, 18 de dezembro de 2021

Valle de La Luna- Deserto do Atacama-San Pedro de Atacama- Chile

Por que conhecer o Atacama?

Motivada pela “Corrida Mountain Do”.por amigos de Juiz de Fora, que comigo compartilharam deste momento único ,Esta foto registra um dos passeios mais lindos," VALE DA LUA. Aqui os cenários de cores saturadas parecem fruto de insolação ou algum delírio causado pelo soroche (mal de altitude), de tão irreal. Porque a vida se impõe no Atacama, no gelo, na areia, no céu, no sal, apesar de tanta aspereza

.Por lembrar de Jesus caminhando no deserto...enfim......

quarta-feira, 15 de dezembro de 2021

Viagem na cidade do Panamá

   

Viagem na cidade do Panamá 

 

Relato de um pouco do que guardei da cidade do Panamá .A cidade é linda. Início pelo Canal de Panamá, com o tema: “Um Século Unindo o Mundo”

           Em 2014, o Canal do Panamá comemorou cem anos de unir o mundo. Sua construção e funcionamento durante um século são resultado da inteligência humana e de uma constante inovação.

   Com sua abertura, o Canal transformou o comércio mundial através da redução de tempos, distâncias e custos entre os centros de produção e de consumo.Com uma extensão de 80 km , a via comunica os oceanos Atlântico e Pacífico.

    Minhas impressões: Muita gente vai pra lá somente para ver essa obra magnífica da engenharia moderna… e eu digo uma coisa, é realmente impressionante! tocada em ver o funcionamento do canal eu recomendo.

Casco Antíguo: Encantos da cidade colônia! Restaurantes, casario, teatro, cafés, igrejas...Em especial Igreja de San José com altar feito de mogno e todo folheado a ouro.

Para muitos, é quase inevitável ao falar do Panamá, o que vem à mente em primeiro lugar é o Canal do Panamá. Mas o país tem encantos que vão muito além do Canal, e do pouco que vi no país, o Canal ficaria lá pelo 3º lugar na lista de coisas mais interessantes...

A Cidade do Panamá (capital do país) é uma das mais cosmopolitas capitais a América Central, modernos edifícios se misturam com ruas de arquitetura colonial espanhola, sem contar o litoral, onde você pode escolher onde banhar; se nas águas do Pacífico, do Atlântico ou morrer de amores pelo mar do Caribe...

Para aqueles que acham que o país é só um Canal, vão se surpreender com a herança cultural que ele guarda...

 

 

 


segunda-feira, 13 de dezembro de 2021

       


Aconteceu na Academia Juiz-forana de Letras: Ciclo de Palestras sobre o amor na Literatura Universal

 Neuza  Marsicano

            Juiz de Fora presenciou, recentemente, e pela segunda edição, um dos eventos mais completos e notáveis sobre o amor na Literatura Universal. Promovido pela Academia Juiz-forana de Letras, o ciclo de palestras, on-line e gratuito, reverberou de forma esplêndida na cidade. Não apenas pela diversidade com que o tema foi tratado, como também pela qualidade dos palestrantes e pela grandeza dessa oportunidade tão democrática, que se iniciou em 25 de agosto e terminou em 17 de novembro do ano corrente de 2021. Nesse ínterim, aconteceu a série de palestras do ciclo, promovido com êxito, toda quarta-feira, pela plataforma Google Meet. Vale ressaltar que, a partir de 75 % de frequência, os organizadores do ciclo emitem certificado para os ouvintes, chancela importante por parte da Academia, na qual notáveis da Literatura e das Letras juizforanas figuram.

            É louvável a oportunização  ao acesso de todo cidadão com interesse em temas nas searas literárias. Que ela seja uma regra da sociedade conectada pelas novas tecnologias: a disseminação dos saberes e a Academia catalisando a formação reflexiva de leitores, reduzindo a distância entre leitores, estudiosos, profissionais e os eventos literários e de formação crítica.

            O tema do amor é atemporal e multifacetado. Alinhado a essa premissa, o evento foi um sucesso ao abarcar tantas nuances do amor na literatura ao redor do mundo: em uma Portugal Medieval e mais recente na obra de Saramago, no Oriente Médio, na Literatura Inglesa, com Emily Brönte, Charles Dickens, nos poemas da americana Emily Dickinson, o amor na literatura de terror e em Drummond, dentre outros. Prestigiosos palestrantes, panorama eclético e completo que cumpriu a que veio. Uma experiência que acrescentou conhecimento, reflexão e o despertar de mais olhares interpretativos sobre a temática do amor ao longo da literatura pelos séculos.

            Após ter mergulhado fundo novamente na experiência de refletir sobre o amor nas grandes obras literárias , considerei o tema como inspiração para novos ensaios. O amor, como sempre, é um ótimo fio condutor de narrativas imponentes e marcantes, mas também é um ângulo instigante para se olhar a natureza dele para que se sucedam perdas, ganhos, loucuras, grandes feitos ou a singeleza do bem-querer. Parabéns à Academia Juiz-forana de Letras por mais uma edição exitosa do ciclo!


domingo, 28 de novembro de 2021

Artigo publicado na Revista do Hinstituto Histórico e Geográfico de Juiz de Fora -IHGJF

  



Corrida da Fogueira: tradição, energia, empenho

 

                                                                         Portanto,(...)

desembaraçando-nos de todo peso(..),

corramos com perseverança

na carreira que nos está proposta.

(Hebreus 12:1)

 

A proposta de registrar em palavras sobre a importância da Corrida da Fogueira – tradicional corrida de rua em Juiz de Fora, sob a percepção de uma cidadã juizforana incorrigível, obstinada desportista e participante da competição é um desafio tão grande quanto a preparação e a participação para o evento. De fato, sintetizar a grandiosidade da corrida demanda a difícil escolha de deixar de falar de importantes figuras e fatos marcantes ao longo de sua história.

            De acordo com consulta ao acervo histórico da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer, a partir de uma festa junina, caraterizada pela alegria em torno da Fogueira, nos anos de 1940, Vicente Ferreira dos Santos promoveu uma corrida de rua reunindo amigos, para divulgar a própria festa junina no bairro Mariano Procópio.

            Assim, nas palavras do autor, que se debruçou em intensa pesquisa: “no dia 23 de junho de 1942, 47 atletas ouviram o sinal da largada da 1ª Corrida da Fogueira, que teve percurso de 7 km. O vencedor da primeira edição foi Pedro Marciano da Silva, atleta do Mangueira Futebol Clube, da cidade de São João Nepomuceno”, iniciou-se, também, a incumbência de o atleta vencedor ter a honra de acender a fogueira, característica da corrida até os dias atuais.

            Naquela época, não havia muitas corridas de rua sendo realizadas no país, daí que ela se tornou a maior prova do pedestrianismo do nosso estado. Porém, só em 1976, que a disputa passou a contar com a participação das mulheres, cuja primeira campeã foi a atleta Sandra Paula Ferreira.

            Sobre a organização, foram os seguintes passos: desde sua gênese até 1983, sob a tutela de seus criadores; a partir de 1984, passou a ser promovida pelo Departamento de Esportes da Secretaria Municipal de Educação da Prefeitura de Juiz de Fora, através do seu Departamento de Esportes; já nos dias atuais é realizada pela Secretaria de Esporte e Lazer (SEL) da Prefeitura de Juiz de Fora.

            Para se destacar como umas das provas mais tradicionais do país, com mais de 2.000 participantes em edições atuais, já tendo figuras nacionalmente conhecidas, atletas de alto rendimento, trazendo maior efervescência e competitividade crescente, tais como, Viviany Anderson, Geraldo Francisco de Assis, João da Mata e Ronaldo da Costa, dentre outros, a corrida é preparada com carinho, dedicação e respeito ao esporte e aos competidores, através da Secretaria de Esportes e Lazer da Prefeitura de Juiz de Fora (SEL) , contando com uma equipe impecável e de ponta a ponta para cada detalhe e necessidade dos atletas e da corrida, trazendo um show de organização.

            Assim, se por um lado, existe o empenho e a energia dos participantes; por outro lado, a equipe organizadora (empresas parceiras, divulgação, orçamentos, inscrições, logística, entrega de kits e chips, premiações, dentre outros). Em adição, destaque para meu técnico, essencial para ampliar as chances de perfazer o trajeto; são todos merecedores de visibilidade e o apreço. Por isso, um lugar especial  no pódio, hoje dedico a esse grupo de pessoas: a corrida é um exemplo de união de cidadãos juizforanos para o bem comum.

            Portanto, esse pequeno registro, também cunhado na minha vivência e percepção sobre a corrida, não só para o esporte, mas para a cultura da nossa cidade, faz uníssono com todos que se empenham para que eventos esportivos como a Corrida da Fogueira sejam salvaguardados ao longo dos anos. É fazer valer o desejo de vida longa à Corrida de Fogueira pelo seu valor cultural imaterial em nossa cidade.

 

Referências:

1.      CUNHA JÚNIOR, Carlos Fernando Ferreira ET AL. Educação Física, memórias e narrativas em Juiz de Fora, Editora da Universidade Federal de Juiz de Fora, MG. Novembro, 2003. 2. SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DE JUIZ DE FORA. Departamento de Esportes.

2.       SECRETARIA DE ESPORTE E LAZER. Acervo do Arquivo Histórico do Esporte de Juiz de Fora

 

 

 

 

 

 


terça-feira, 9 de novembro de 2021

Inhotim: a tríade da Arte– pessoas, sonhos e sentidos

Neuza de Oliveira Marsicano

  “Os espelhos são usados para ver o rosto; a arte para ver a alma.”

George Bernard Shaw

    Há várias maneiras de conhecer um lugar. Participar de congressos é uma delas. Essa foi a maneira que escolhi para conhecer o Instituto Inhotim; sim, um lugar de sonhos; e constitui-se em um dos maiores acervos de Arte Contemporânea e de Botânica, juntos num só espaço, um grande parque na cidade de Brumadinho, bem perto da Grande Belo Horizonte. 

             Ao receber  o convite para inscrever no Congresso Internacional de Educação, que fez  parte  da rica  programação  das comemorações dos 10 anos de Inhotim, foi a  possibilidade de conhecer lugar mágico. Fiz  logo minha inscrição. Essa viagem me surpreendeu de maneira especial, o que pretendo mostrar ao longo do texto.

             Fui imaginando como seria chegar naquele território recheado de contemporaneidade, diversidade e sinestesia. Por isso mesmo, pensei no lugar e três coisas vieram em mente: vanguarda dos sonhos, do diferente, do inédito, de tudo aquilo na arte que faz contemplar e refletir, sonhar, talvez com um mundo mais cheio de autenticidade, talvez sensível aos problemas da natureza humana, talvez mais empático, ou tudo isso ao mesmo tempo.

            A segunda coisa: território internacional, étnico, de diversidade, onde pessoas do mundo todo, com suas linguagens, vestimenta, interesse e contemplação reúnem-se num espaço único pelo propósito de interação com a arte e a natureza.

            E para compor a tríade de expectativa e realidade, esta muito bem atendida, emerge o diferencial sinestésico de Inhotim: já havia lido e visto descrições fabulosas sobre as inusitadas experiências sensoriais, seja pelo estímulo de som, de cores e de texturas, dentre outros.

            Chegando em meio a uma imensidão verde, notei várias garagens abertas onde se reparavam carros quebrados e me fixei também nas montanhas, com suas entranhas abertas entre a vegetação exuberante e desordenada. Ao cruzar, ao longo dos trilhos de trem de ferro, desativado, eis a chegada  no misterioso museu, que nega todas as regras daqueles convencionais, fui me encantado pela bela e misteriosa paisagem local.

            Abrindo e fechando um pequeno histórico do museu, idealizado pelo mecenas mineiro, o empresário Bernardo Paz, o espaço possui uma estrutura organizada para receber pessoas do mundo inteiro, e, embora haja a necessidade de compra de ingresso para visitá-lo, a exceção fica por conta da quarta-feira, eis o dia democrático...reconfortante. Unindo arte e natureza, o Inhotim foi aberto em 2006, e, segundo informações já recebidas no local, através de seus monitores, desde essa data, o museu recebeu milhões de pessoas, e conta também com lanchonetes, restaurantes, lojinha de souvenir e todo conforto para quem não deseja ou não tem a possibilidade de caminhar a pé ao longo de seus caminhos entre um setor e outro: é que existe a possibilidade de se alugar carrinhos, como aqueles de golfe.

            Com uma  estrutura fantástica iniciou a Abertura do Seminário com Conversa Inaugural, o tema interessante “Educação Humanizadora: Múltiplas Perspectivas”, proferida pelo professor José Pacheco, autor da Escola da Ponte em Portugal, sagrou-se como um momento de encanto. E assim, foram três dias com palestrantes do Brasil e de vários  países da Europa. Ponto de destaque foi o concerto de encerramento do Seminário com a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais. Simultâneo ao Seminário fomos guiados  para visitar os vários pavilhões espalhados pelo museu ,ambientados pela  bela  e  misteriosa paisagem local, e agora passo a narrar alguns momentos marcantes para mim.

            Entre as galerias, o que me surpreendeu mais foi a Forty Part Motet, criada pela artista canadense Janet Cardiff, uma instalação sonora, gravada pelo coro de Salisbury Cathedral, entoando o moteto Spem in Allium, do compositor inglês Tomas Tallis (1505-1585), uma belíssima composição polifônica sacra. É uma reprodução em quarenta canais, cada qual com sua caixa de som, e em pedestal, simulando uma formação espacial humana de um coral. Entrei para ficar um pouquinho...caminhei pelo salão, ouvindo caixa de som por caixa de som, ou melhor, uma experiência de várias categorias de  vozes, a diversidade de um coral completo. Quase não consegui sair...a beleza e a sensibilidade hipnotizante...

            Subindo um dos mais altos morros do lugar, mais um pavilhão que vale a pena ser registrado: O Som da Terra, o Sonic Pavilion, de acordo com reportagem (conf. Elle), consiste num dos trabalhos imperdíveis de Inhotim, levando cinco anos para ser concretizado. Obra do artista americano Doug Aitken, trata-se de um pavilhão oval, com uma cavidade de 200 m de profundidade, em que o ele colocou uma série de microfones. É uma espécie de amplificação do “som da terra”. Tive a experiência sensorial de deitar em volta da cavidade, de olhos fechados, ouvindo um som inédito, mais um som da natureza indescritível.

            Narcissus Garden é uma plataforma em que dois lagos artificiais geométricos em suspenso e interligados, da excêntrica artista japonesa, Yayoi Kusama, conhecida mundialmente pela obsessão pelo tema dos círculos, esferas, já tendo feito a vitrine mais bela de Louis Vuitton em Paris. De acordo com informações do próprio site do Instituto Inhotim, a instalação é composta por 500 esferas de aço inoxidável, que por sua vez, flutuam sobre o espelho d'água do Centro Educativo Burle Marx. Com os vento, pude perceber a movimentação das esferas, num baile de luz e de  variação de formações, que ora se unem, ora se afastam, refletindo toda a natureza em volta, além do próprio espectador. Encantador e incitador de reflexão!

            Não há como deixar de mencionar uma das maiores coleções de palmeiras do mundo, e algumas esculturas que se harmonizam com a natureza. Presença de totens, e outras esculturas espalhadas para que o espectador se surpreenda também com a arte fora das galerias e pavilhões. Experiência de encher os olhos, de encantar os ouvidos, refletir com fotografias cotidianas, entrar em salas monocromáticas ou em salas com projeções: uma ode à sinestesia.

            Deparando-me com os demais visitantes, contemplo a universalidade do encanto com a natureza e a arte, acreditando que ambas podem ser a chave de uma resgate do belo, do humano, do natural, do criativo e da reflexão.

            Deus criou a natureza e o homem, o sonho de um homem, Bernardo Paz, criou uma realidade que é Inhotim, uma realidade que reúne os melhores devaneios artísticos e sua natureza exuberante: obrigada, Inhotim, por existir e ser tão perto de mim, fisicamente e metafisicamente!

 Fontes citadas:

Revista Elle. Edição 280. Ano 24. Setembro de 2011.

 Site do Instituto Inhotim: <http://www.inhotim.org.br/inhotim/arte-contemporanea/obras/narcissus-garden/>. Acesso em: abr. 2017.