quinta-feira, 8 de dezembro de 2022

Porque Conhecer Carrancas


Conheça um pouco de Carrancas

Neuza Marsicano

            Gosto   muito de registrar as imagens   e observações   pessoais das minhas viagens. Há poucas semanas saí de Juiz de Fora rumo a Carrancas. Venho compartilhar com meus queridos leitores um pequeno painel do que foi esse capítulo turístico na minha vida. Espero que gostem.

            Um pouco da História 

            Em 1720, o Capitão João Toledo Piza e Castelhano, pai de 11 filhos, seu irmão, Padre Lourenço de Toledo Taques, Salvador Correia Bocarro, Miguel Pires Barreto e José da Costa Morais tinham, provavelmente, iniciado um povoamento. Ao decidirem que ali ficariam por causa das excelentes perspectivas em relação à mineração do ouro e da mostra da fertilidade da terra, mandaram buscar em São Paulo as famílias e os escravos que possuíam.

            Já denominação Carrancas deve-se às escavações que os garimpeiros fizeram em uma serra localizada no município, e que formaram para quem vê de longe as fisionomias exatas de suas caras. Chamou atenção na entrada de um restaurante a escultura de uma Carranca esculpida em madeira por um artista local. Em outro restaurante um banner com a história de Carrancas.  

            A viagem

            Organizado pela agente de   turismo Sônia Belém, eu, a amiga Márcia e mais 14 pessoas fomos à cidade de Carrancas, que fica no sul de Minas Gerais, a 232 KM de Juiz de Fora, sendo que ficamos todos hospedados na Pousada Roda Viva, a mesma Pousada que ficam hospedados atores que visitam ou filmam na cidade. Destaque   para o acolhimento na Pousada.

            Porque conhecer Carrancas

            Primeiramente, por ser uma cidade famosa pelas cachoeiras, trilhas e   lindas serras que a cercam. Atualmente, o município vem se desenvolvendo no ecoturismo, como alternativa econômica, uma vez que belos atrativos naturais não faltam. Por isso, Carrancas é conhecida como terra das cachoeiras. E não há nenhum exagero em dizer que o local é um paraíso ecológico. Fazendas centenárias, cachoeiras globais e um povo simpático trazem belas cores e formas para o local.

            Os passeios

            No primeiro dia, dedicamos a conhecer a área   urbana da cidade, seu artesanato e a Igreja Nossa Senhora da Conceição. A igreja do século XVII é um patrimônio histórico-cultural da cidade, sendo construída com blocos de quartzito, com pinturas do teto e com esculturas nos altares. Belíssima! A pintura do teto do altar-mor é atribuída a Joaquim José da Natividade, discípulo de Aleijadinho (um dos mestres da arte barroca mineira). Chamou atenção o toque do sino a cada quinze minutos da bela Igreja de Nossa senhora da Conceição, que fica no coração da cidade, lembra a religiosidade do local. 

            Para conhecermos os atrativos mais procurados, fomos de micro-ônibus com guia a locais como: as cachoeiras Complexo da Zilda, Complexo da Ponte, Complexo da Fumaça, Complexo da Vargem Grande, Complexo da Toca e o esplendoroso complexo da Esmeralda (de fato, com águas cor de esmeralda).

            Vida   noturna

            Em Carrancas, o que não faltam são os bares, restaurantes, pizzarias. Escolhemos o Recanto Bar, por se próximo à Pousada. O cardápio do Recanto Bar oferece petiscos, refeições e pizzas, além das bebidas. A especialidade da casa é a Pururuca de Queijo, prato premiado em diversos festivais na região que é uma delícia. Estava bom demais curtir aquela música ao vivo em um ambiente descontraído.

            Finalizando a viagem, fica a mensagem: não há cara feia que resista aos encantos de Carrancas, no sul de Minas Gerais. De tão fascinante, a natureza desta tranquila cidadezinha já serviu como locação de novelas e minisséries.

Referência

https://biblioteca.ibge.gov.br

https://idasbrasil.com.br/Carrancas/Historia/viagem/fatos-historicos

 




 

quarta-feira, 16 de novembro de 2022

Corrida da Fogueira: tradição, energia, empenho

                                                                                              Neuza De Oliveira Marsicano

 

Portanto,(...)

desembaraçando-nos de todo peso(..),

corramos com perseverança

na carreira que nos está proposta.

A proposta de registrar em palavras sobre a importância da Corrida da Fogueira – tradicional corrida de rua em Juiz de Fora, sob a percepção de uma cidadã juizforana incorrigível, obstinada desportista e participante da competição é um desafio tão grande quanto a preparação e a participação para o evento. De fato, sintetizar a grandiosidade da corrida demanda a difícil escolha de deixar de falar de importantes figuras e fatos marcantes ao longo de sua história.

            De acordo com consulta ao acervo histórico da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer, a partir de uma festa junina, caraterizada pela alegria em torno da Fogueira, nos anos de 1940, Vicente Ferreira dos Santos promoveu uma corrida de rua reunindo amigos, para divulgar a própria festa junina no bairro Mariano Procópio.

            Assim, nas palavras do autor, que se debruçou em intensa pesquisa: “no dia 23 de junho de 1942, 47 atletas ouviram o sinal da largada da 1ª Corrida da Fogueira, que teve percurso de 7 km. O vencedor da primeira edição foi Pedro Marciano da Silva, atleta do Mangueira Futebol Clube, da cidade de São João Nepomuceno”, iniciou-se, também, a incumbência de o atleta vencedor ter a honra de acender a fogueira, característica da corrida até os dias atuais.

            Naquela época, não havia muitas corridas de rua sendo realizadas no país, daí que ela se tornou a maior prova do pedestrianismo do nosso estado. Porém, só em 1976, que a disputa passou a contar com a participação das mulheres, cuja primeira campeã foi a atleta Sandra Paula Ferreira.

            Sobre a organização, foram os seguintes passos: desde sua gênese até 1983, sob a tutela de seus criadores; a partir de 1984, passou a ser promovida pelo Departamento de Esportes da Secretaria Municipal de Educação da Prefeitura de Juiz de Fora, através do seu Departamento de Esportes; já nos dias atuais é realizada pela Secretaria de Esporte e Lazer (SEL) da Prefeitura de Juiz de Fora.

            Para se destacar como umas das provas mais tradicionais do país, com mais de 2.000 participantes em edições atuais, já tendo figuras nacionalmente conhecidas, atletas de alto rendimento, trazendo maior efervescência e competitividade crescente, tais como, Viviany Anderson, Geraldo Francisco de Assis, João da Mata e Ronaldo da Costa, dentre outros, a corrida é preparada com carinho, dedicação e respeito ao esporte e aos competidores, através da Secretaria de Esportes e Lazer da Prefeitura de Juiz de Fora (SEL) , contando com uma equipe impecável e de ponta a ponta para cada detalhe e necessidade dos atletas e da corrida, trazendo um show de organização.

            Assim, se por um lado, existe o empenho e a energia dos participantes; por outro lado, a equipe organizadora (empresas parceiras, divulgação, orçamentos, inscrições, logística, entrega de kits e chips, premiações, dentre outros). Em adição, destaque para meu técnico, essencial para ampliar as chances de perfazer o trajeto; são todos merecedores de visibilidade e o apreço. Por isso, um lugar especial  no pódio, hoje dedico a esse grupo de pessoas: a corrida é um exemplo de união de cidadãos juizforanos para o bem comum.

            Portanto, esse pequeno registro, também cunhado na minha vivência e percepção sobre a corrida, não só para o esporte, mas para a cultura da nossa cidade, faz uníssono com todos que se empenham para que eventos esportivos como a Corrida da Fogueira sejam salvaguardados ao longo dos anos. É fazer valer o desejo de vida longa à Corrida de Fogueira pelo seu valor cultural imaterial em nossa cidade.


Referências:

1.      CUNHA JÚNIOR, Carlos Fernando Ferreira ET AL. Educação Física, memórias e narrativas em Juiz de Fora, Editora da Universidade Federal de Juiz de Fora, MG. Novembro, 2003. 2. SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DE JUIZ DE FORA. Departamento de Esportes.

2.       SECRETARIA DE ESPORTE E LAZER. Acervo do Arquivo Histórico do Esporte de Juiz de Fora

 

 

 

 

 

 


segunda-feira, 7 de novembro de 2022

Maringá: a moderna cidade do Paraná

Maringá: a moderna cidade do Paraná

                                                                                                     Neuza Marsicano

  Quando viajamos, guardamos lembranças e riquezas que nunca se apagam, sendo uma alegria compartilhar essas impressões, curiosidades e emoções com aqueles que leem nossos relatos de viagem.

            Foi com alegria que recebemos, eu e meus familiares, o convite para o casamento do padrinho do meu netinho Matheus, que mora na cidade de Maringá. Não havia ainda tido esse privilégio de conhecer, especificamente, essa cidade do sul do país, apesar de ter visitado a região em outras oportunidades. Nesse Brasil continental, é sempre bom ter algum contexto, pretexto, convite para mais uma aventura rumo ao desconhecido e a novas experiências em lugares diversos, seja em meio à natureza ou mais uma cidade para o portfólio de viagens, pessoal ou familiar.

            Ao chegarmos na cidade o que mais me chamou   atenção foi quando avistamos a torre da Catedral de Maringá. O templo tem o formato cônico que aponta para o céu. Considerando a cruz de 10 metros que fica no topo do cone, a obra é o monumento religioso mais alto da América do Sul. Na sequência, tivemos a oportunidade de assistirmos a uma missa no local, e nos encantamos também com a beleza da Catedral por dentro, onde vitrais projetados pelo artista plástico Lorenz Heilmair colorem as superfícies de acordo com o movimento do sol. Vale pena esse presente aos olhos e à alma.

            Interessante ressaltar que Maringá recebeu dezenas de milhares de imigrantes asiáticos, principalmente japoneses. A cidade também acolheu muitos imigrantes muçulmanos de diferentes cantos do mundo. Para atender tanto muçulmanos quanto asiáticos, lá se encontram tanto templo budista quanto mesquita.

            Ponto turístico da cidade, um de seus maiores tesouros, o mais famoso parque maringaense, o Parque do Ingá, inaugurado na década de 1970, é localizado bem no coração da cidade, sendo uma área de preservação de mata nativa. Em sua área   enorme, a população e os turistas são agraciados com um lago artificial com píer de pedalinhos, quadras, 3 km de pista de caminhada, ciclovia, academias ao ar livre e uma lanchonete. Pertinho do lago, há gruta, na qual foi instalada uma imagem de Nossa Senhora Aparecida. Ou seja, natureza, lazer completo e espaço para reflexão e devoção espiritual.

            Tivemos a oportunidade de conhecer um pouco a rica gastronomia no Mercadão de Maringá. Hoje, o local tem mais de 30 lojas em que se vendem diversos produtos regionais, tais como bebidas, doces, vegetais, temperos, queijos, carnes, dentre outros. Como boa mineira que sou, não poderia deixar de aproveitar os produtos artesanais.

            Assim foi conhecer a cidade de Maringá, muito além do casamento e de sua festa, muito além das fotos: a lembrança de um passeio agradável em uma das cidades mais arborizadas e limpas do país. Ruas floridas. Muito bom caminhar pela cidade e sempre esbarrar em um parque, uma praça. Imperdível, leitores, para um passeio em família em uma cidade linda e acolhedora!

Referências

Site: Turismo Maringá

Site: Wikimedia Commons

 

          

 

domingo, 1 de maio de 2022

Convergência Inquietude da Alma - Fernando Priamo

 


Convergência Inquietude da Alma - Fernando Priamo

Convergência:Inquietude da Ama" revela múltiplas camadas e percursos contidos no trabalho do fotográfo e artista visusal Fernando Priamo.
Belissima exposição.
Parabéns!!!!!!

 




domingo, 27 de março de 2022

Gravando PODCAST: Desafios da Educação Pós Pandemia

Epílogo

A luta pela educação sempre foi uma luta por evolução, bases, democratização e acesso. Em toda História da Educação, desde a formação do país, o acesso ao conhecimento formal era restrito às elites. Porém, com muito empenho, pessoas engajadas na universalização do acesso à escolarização foram incansáveis. A educação é base da sociedade, e acompanha os anseios do homem, potencializando a socialização, as múltiplas inteligências e a organização da vida cotidiana abrindo um mundo de possibilidades e valores em nossas vidas, vocacionando, na medida do possível, cada indivíduo dentro de suas potencialidades. O maior pensador contemporâneo da educação foi Paulo Freire, e seu legado é estudado no mundo todo. Darcy Ribeiro também deixou sua marca revolucionária em um grande projeto educacional libertador e inovador. Pensadores educacionais do mundo todo influenciando positivamente a forma de enxergar a educação centrada nos sujeitos do processo ensino- aprendizagem, suas culturas, vivências e as melhores formas de se integrarem nas vivências escolares.

Apesar de tantos esforços, evolução didático-pedagógica, tecnológica e social, além do incontestável potencial da educação transformadora na vida humana, em nosso país, as mazelas têm um mesmo cerne: a falta de priorização nas verbas educacionais, a dificuldade da inclusão, do acesso à escola e do acesso às novas TICs (Tecnologias da Informação e Comunicação) e a precarização do ensino público.

E nos dois últimos anos, um capítulo difícil e desafiador também para a educação no país e no mundo: o mundo pandêmico e pós-pandêmico da Covid-19. A proposta é refletir sobre as nuances desse desafio e como houve empenho para que o melhor esteja sendo feito, apesar das dificuldades. Muitos obstáculos, novas ferramentas de trabalho e uma verdadeira necessidade de reinvenção profissional. E como fica a saúde mental em meio a tantas novas demandas?

Os novos desafios da educação

            No mundo pós-pandêmico, são vários desafios que se apresentam para os profissionais da educação: a evasão escolar, alunos sem acesso à internet que não acompanharam aulas online, pais e responsáveis que não conseguiram auxiliar os estudantes, estudantes atrasados em relação aos colegas.

O abismo que se criou entre estudantes que tinham acesso à internet, pais ou responsáveis alfabetizados, energia elétrica e até mesmo comida em casa e os alunos que não tinham tudo isso disponível ficou ainda mais evidente. As gestões escolares nunca tiveram tantos desafios ao mesmo tempo.Não apenas estudantes do ensino fundamental e médio foram afetados, mas estudantes de todos os níveis acadêmicos enfrentaram dificuldades durante esse período, adotando o modelo à distância às pressas, muitas vezes sem preparo algum. Discentes, professores e suas respectivas famílias foram pegas de surpresa com o trabalho e estudo remoto adentrando as casas e fazendo parte da rotina (também das despesas dos profissionais para manter o home office sem custeios e subsídios, na maioria das vezes).

Vale a pena refletir a respeito de: o que fazer diante desta situação?

1.    Mais espaço para a tecnologia:

 

O ambiente escolar, com o retorno das aulas presenciais, pode e deve ser aprimorado para atender aos anseios de um novo formato de estudos que pode se complementar com as aulas expositivas: as aulas com o apoio das tecnologias, haja vista a quantidade de estratégias que podem ser exploradas para aumentar as possibilidades de aprendizagem com novas dinâmicas, tecnológicas e centradas em maior autonomia do aluno.  Além disso, as novas gerações têm um maior letramento digital, e que também foi aumentado com as aulas on-line na pandemia.

Duas observações:

·         todos os professores de todas as disciplinas podem e devem lançar mão da tecnologia para avançar nas estratégias pedagógicas no mundo contemporâneo;

·         não há como conciliar a tecnologia com o cotidiano escolar se não há investimento em estrutura física, equipamentos de informática, redes, capacitação docente e manutenção das máquinas.

2.    Ensino Híbrido

O Ensino Híbrido é condizente com tudo o que foi vivenciado por docentes e alunos. Se por um lado, a sala de aula faz muita falta, o uso de laboratórios, da interação face a face, da escola como espaço de socialização, integração e identidade local, por outro lado, a possibilidade de se explorar Ambientes Virtuais de Aprendizagem, com uma plataforma complementar às aulas, com biblioteca virtual, videoteca, quizes, possibilidade de envio de determinadas tarefas e espaço para tirar dúvidas, aumenta as possibilidades de inovação e “conversa” muito bem com os jovens que se acostumaram com a tela e os teclados do computador.


3.    Novos planos de ensino

Sabemos que novos desafios trazem novas demandas, e uma delas relacionada à adesão das TICs no cotidiano escolar tangencia a preparação docente, que, por sua vez, além de precisar aprimorar o conhecimento das ferramentas de ensino tecnológico, também merece as melhores oportunidades de conhecer estratégias para trabalhar de forma segura, motivada e com sentido. Capacitações, momentos de trocas de experiências e feedbacks de alunos para a busca de soluções pontuais são muito bem-vindos.

 

4.    Novas formas de avaliação

Nesse aspecto, primeiramente, é importante conhecer o aluno em suas limitações de acesso e conhecimento básico em tecnologia para que se possa sanar problemas de pré-requisitos mínimos para que ele não seja prejudicado por não saber manusear tecnologia para estudos e pesquisa, como também se ele tem equipamento de informática e acesso em casa. Esse tipo de desigualdade precisa ser equalizado, com boa vontade, verba e empatia. Do contrário, o abismo de desigualdade aumentará. Tablets e acesso gratuito à internet já são um bom ponto de partida para que todos os alunos possam fazer pesquisas e atividades on-line.

Uma vez que todos os alunos tenham acesso, em casa, e, no mínimo, na escola, será necessário constante aprimoramento dos docentes sobre como avaliar a distância, pois, há pontos de contato dessa avaliação com a avaliação presencial, mas, há muitas estratégias próprias e ferramentas que podem ser exploradas para uma avaliação mais completa e precisa pelos relatórios gerados pelas plataformas.


5.    Maior autonomia dos alunos

 

Com uma rede de pesquisa e construção do conhecimento de forma coletiva, muitas fontes e abordagens sobre um mesmo assunto no universo das redes, o docente deixa de ser o detentor do conhecimento, e passa a ser um catalizador de aprendizagem e estratégias para que os alunos aprendam novas formas de aprender. Essa autonomia sendo fortalecida, passa a ser uma dimensão de enriquecimento das aulas e das possibilidades de os alunos aprenderem uns com os outros com maior facilidade, desde que as fontes sejam confiáveis e o conhecimento flua para consolidação das etapas dos conteúdos propostos e fortaleça as relações interpessoais.

 

6.    Capacitação dos Professores

 

Sobre a capacitação docente, além do preparo tecnológico, de treinamento sobre como organizar o conteúdo no ambiente virtual, como avaliar o aluno, é bom motivá-lo a conhecer como tirar o melhor da tecnologia em nome do conhecimento, com concisão e foco. Não é fácil, os professores foram sobrecarregados com as novas demandas do ensino remoto sem capacitação, sem tempo hábil e sem subsídios financeiros, em um primeiro momento. Entretanto, sabemos que as frentes para capacitação e apoio foram aumentando, em uma segunda fase, em que, passado o choque inicial, os atores envolvidos na educação, já ambientados, começaram a dominar e aprimorar, através dos programas específicos das secretarias de educação do poder público, suas habilidades para trabalhar no ensino remoto e no híbrido.

 

7.    Melhoria da rede física

 

Além da parte que envolve a modernização das escolas, de se ter ambientes de laboratório de informática para todas as disciplinas, de uma rede de internet robusta e bons computadores, é importante espaços de treinamento dos docentes, salas de webconferência para capacitações. Caso os alunos permaneçam mais tempo no ambiente escolar para atividades extraclasse, é necessário ter espaços dedicados a lanches e ampliação de refeitório. O mundo pós-pandêmico vê o sedentarismo ter aumentado em função dos confinamentos para que o vírus da Covid-19 não se espalhasse com tanta facilidade, e a escola deve promover maior espaço para que os alunos possam praticar atividades físicas mais vezes, também poderem fazer sua higiene pessoal em alguns dias da semana na escola. Armários individuais e mais pessoas trabalhando nesses espaços são bem-vindos.

 

8.    Saúde mental dos estudantes e professores

 

Pode parecer simples elencar as soluções, mas existe a realidade de que, se não é fácil manter o básico, preparar a escola para novos desafios então é um desafio gigante. A boa notícia é que o Fundeb tem essa verba prevista em lei, mas que não tem sido repassada da maneira esperada, além do não cumprimento em vários estados e municípios do piso salarial dos professores.

Apesar disso, não devemos esquecer do valor humano de cada um de nós, que um docente ou aluno é, acima de tudo, um ser humano, e, portanto, passível de dores físicas, mentais e espirituais. E a pandemia potencializou quadros de depressão e ansiedade, dentre outros, em alunos e professores. Sendo assim, uma ideia é a parceria das escolas com profissionais da área de saúde mental para atendimento individual e palestras. Precisamos humanizar as escolas cada vez mais em um mundo que desafia, a cada dia, a nossa compreensão, mas que também nos ensina a sermos fortes a cada desafio.

 

 

 

 

sábado, 12 de março de 2022

Associação da Escola Superior de Gurerra (ADESG). Cerimônia "Dia Internacional da Mulher"

 Homenagem ao Dia Internacional da Mulher, serão Homenageadas a Dra. Anna Maria de Freitas Ede Oliveira Presidente da Comissão do Idoso na Ordem dos Advogados do Brasil 4ª Subseção, Dra Maria Helena Macedo Diretora do Círculo Militar de Juiz de Fora e a Prof. Neuza de Oliveira Marsicano Membro do Conselho Curador do Instituto Histórico Geográfico de Juiz de Fora.

Após a Solenidade será servido um jantar no Restaurante do Hotel Victory com Cardápio exclusivo para ocasião.